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Avaliação na Educação Infantil: revelando o percurso das crianças
11 de dezembro de 2020

Por muito tempo, a avaliação na Educação Infantil foi baseada em uma adaptação de testes utilizadas no Ensino Fundamental. O Curso G9 busca valorizar o percurso de cada criança.



Jéssica Antunes Dias

Coordenadora da Educação Infantil


Quando pensamos na temática avaliação, geralmente, nossa memória educativa nos remete às provas, às notas e aos boletins. A forma como vivenciamos esse processo, muitas vezes doloroso, esculpe o que pensamos a respeito da avaliação. Felizmente, hoje, nossas crianças vivenciam uma proposta diferente da nossa experiência.

 

Por muito tempo, a avaliação na Educação Infantil foi baseada em uma adaptação de testes utilizadas no Ensino Fundamental. Era uma avaliação classificatória, que servia para identificar quem sabia e quem não sabia, não considerava e nem tornava visível o percurso de cada criança a partir de um olhar reflexivo sobre seu desenvolvimento e suas aprendizagens.


Princípios

A forma como a escola avalia seus alunos reflete claramente seus princípios. Sabemos que as crianças aprendem de formas diferentes, possuem suas particularidades e tem “tempos” de maturação biológica também diferentes. É justo, portanto, todos serem avaliados da mesma forma? Acreditamos que não.

 

A avaliação na Educação Infantil do Curso G9 busca valorizar o percurso de cada criança e é realizada por meio da observação, documentação e reflexão das vivências do aluno, utilizando procedimentos descritivos e narrativos centrados em como a criança aprende, processa informação, como constrói conhecimento e como resolve problemas.

 

A criança aprende brincando. Durante as atividades lúdicas ela interage com o grupo, com o meio físico e com seus próprios pensamentos, com a sua imaginação e suas representações do mundo real. Ao longo desse processo, o professor realiza intervenções para estimular que ela reestruture o seu conhecimento. Ao documentar esse processo com fotos, vídeos, transcrição de relatos e produções diversas dois aspectos importantes são favorecidos.

 

O primeiro é a análise do desenvolvimento dos alunos para que outras intervenções possam ser rapidamente realizadas pelo professor, a fim de mediar situações em que o aluno encontre alguma dificuldade, por exemplo. Consideramos o erro como uma importante etapa do processo de aprendizagem; na nossa escola, esse “bicho-papão” é visto de forma natural, sendo uma etapa que a criança perpassa no processo formativo. Ele fornece ao professor um importante sinal de que outras intervenções pedagógicas precisam ser realizadas. Nesse sentido, a avaliação não é pensada para classificar o aluno ou para medir o que se conseguiu aprender e sim para oferecer ao professor subsídios para a seleção de intervenções adequadas que contribuam para avanço de cada um.

 

O segundo aspecto favorecido pelo registro das vivências e das produções infantis é a autoavaliação. A partir da turma do Maternal II são propostas situações em que o aluno é levado a pensar sobre suas conquistas e sobre seus desafios. O momento de olhar para suas próprias produções, suas fotos e seus vídeos possibilita à criança identificar como desenhava, pintava, falava, corria, dançava e o leva a perceber se houve mudanças, como e porque elas aconteceram. Além disso, há momentos em que o aluno avalia o grupo e as atividades sugeridas.


Prática Constante

A lógica das crianças é divergente da lógica adulta, e é importante interpretar o que as crianças fazem e falam para compreendermos suas motivações. As falas das crianças fornecem preciosas pistas sobre suas ideias. Partindo do que elas pensam, dos seus interesses, curiosidades, dúvidas e dificuldades podemos desafiar o avanço dos seus conhecimentos com atividades interessantes e instigantes.

 

A avaliação é uma prática constante e permeia todo o processo de aprendizagem. A criança também deve participar desse processo, observando e escolhendo suas produções, relatando avanços e dificuldades.

 

Estimular a criança para que seja ativa no processo de avaliação a fará construir uma memória educativa, com certeza, diferente da nossa. Avaliação não é um ranking e nem um ato de punição, mas uma prática de reflexão individual, coletiva e permanente sobre a aprendizagem.


Saiba mais sobre a Educação Infantil neste link.




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